domingo, 31 de agosto de 2008

Primeiro mês

Faz hoje um mês que estava eu a aterrar na Finlândia. Parece-me que foi ontem que cheguei aqui de táxi a "Paawola" (o meu complexo residencial) às 2 da manhã, mala às costas e bagagem na mão, olhei para a indicação do prédio C, noite de céu azul e fiquei à espera, que de algum lado chega-se uma rapariga Japonesa chamada Anada Nachi com a minha chave. Situação em que olhamos à nossa volta, vendo aquilo que nos rodeia, neste caso no meio de um silencio magistral, onde tudo o que vemos é desconhecido e novo... é uma sensação brutal! Parece que foi ontem que cheguei mas também parece que de um dia para o outro vivi e cresci como se tivesse vivido 1 ano. Sinto-me bem aqui. Tenho saudades da malta, especialmente dos Amigos, dos meus pais e dos meus avós, a quem lhes custou bastante ver novamente mais alguém ir embora. Posso dizer que passado este mês, estou fascinado com isto, adoro aqui estar e tenho vivido experiências únicas. Será impossível ser o mesmo depois desde ano que aqui irei passar. Apesar de ter deixado tudo e todos em Portugal, trago comigo as imagens, as sensações e os sentimentos, de tudo e de todos que de mim fazem parte.

Passou um mês, venham mais dez! E parece que vão passar a voar!

Abraços e beijos,
Até já

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Super Video, Super Bock!




Já não é novo, mas esta publicidade está qualquer coisa de fantástica. A combinação das imagens com a musica é simplesmente muito muito boa. O Zé Pedro está de parabéns.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Tampereen Teknillinen Yliopisto

Na segunda feira da semana passada comecei a minha semana de apresentação na Tampere University of Technology (TUT) e neste momento já levo mais ou menos uma semana de aulinhas. Obviamente e como já esperava, as diferenças são muitas quando comparado com a Universidade de Aveiro ou com a Nova de Lisboa, mas acho que vou começar a contar a experiência do início.
Fomos todos imensamente bem recebidos na universidade, as responsáveis pelo gabinete de relações internacionais foram super atenciosas, tudo muito bem organizado (como era de esperar) e de um rigor típico Finlandês: Informação simples, directa, organizada e concreta, sem desperdícios e a tempo e horas. Dada a Situação fomos apresentados aos nossos tutores como está na imagem em baixo. São à razão de 2 para cada grupo de mais ou menos 10 pessoas. Como dá para ver na foto, os veteranos usam um chapéu típico e uma espécie de traje que não é mais

que um fato de macaco, com uma cor para cada curso e com os patrocínios das respectivas associações de estudantes (que falarei mais tarde). Tivemos inúmeras apresentações durante esta semana, festas, churrascadas e muito convívio. Acho que devo ter conhecido gente de cada canto do mundo, como por exemplo da Malásia, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Paquistão, Japão, China, Finlândia, Índia, Turquia, México, etc. Afinal somos alunos de 250 universidades, de mais de 40 países. Mas das apresentações vou dar alguns factos e números de Tampere e da minha universidade: 1882 Tampere recebeu a primeira fabrica a operar com energia eléctrica na Escandinávia, 1888 foi a primeira cidade do mundo a ter iluminação publica , 1974 criou-se o primeiro telemóvel (pelas mãos da Nokia na TUT), 1991 invenção do telemóvel GSM (como actualmente os conhecemos pela Nokia na TUT), 1996 PDA,Communicator (Nokia), 1998 Imagem raio-X digital, 1999 criação WAP Server/WLAN, entre muitas outras coisas que por aqui foram inventadas e utilizadas pela primeira vez. Uma coisa que eu não sabia é que eles têm aqui na TUT desenvolvimento têxtil: Fazem "fatos inteligentes" com sensores e nano-tecnologia que por exemplo são usados na base dos fatos espaciais :) . Falando de coisas mais concretas, a primeira coisa que tenho de dizer é que aqui não sou aluno de Erasmus. Aqui eu sou aluno internacional e tenho os mesmos direitos e deveres que os Finlandeses. Aqui leccionam-se aulas em Inglês à quase 30 anos e as condições que temos são assustadoramente impressionantes! A universidade é um mimo de tecnologia e funcionalidade. Tenho aulas em salas que parecem salas de cinema, super cómodas, com uma mesinha com um jarrinho de agua e copos, um sitio para lavar as mãos, tudo simples e muito bem enquadrado nas salas. Deixo aqui algumas fotos (poucas) de alguns sitios da universidade:

Corredor secundario de um dos mais antigos departamentos (Konetalo Building) com um TFT gigante na parede. A seguir 3 fotos do corredor principal do Konetalo Building, com os sofás, os computadores que estão espalhados em cada canto da universidade e os bengaleiros que é só deixar e ir embora... não há stress de roubos... estamos na Finlândia :)

Depois temos as cantinas, 4 cantinas e muitos bares porque os finlandeses são viciados em café. As cantinas tem o preço que pode varias desde os 1.75€ até quase sem limite. Porque? Porque cada buffet tem o seu preto, sem extras, mas eu posso ir tirar comida do meu buffet ou de todos ou com todos os extras. Uma refeição do buffet é plenamente suficiente e todos eles, de todas as cantinas são diferentes. Diferenças notam-se aqui nos horários (eles almoçam às 11h e jantam às 18h) e uma refeição normalmente leva arroz e batata cozida, comem muito pão com manteiga e leite à refeição, sempre com muita e muito variada salada. Ao inicio é estranho mas é de fácil habituação. Vou deixar umas fotos (prometo meter mais) da cantina "Newton" no Tietotalo Building, que parece um agradável restaurante:

A universidade ainda disponibiliza desportos e outras actividades como línguas que se podem aprender. Temos vários pavilhões, dois ginásios ( um deles aberto 24h/7), mais de 40 modalidades e 20 núcleos desportivos, temos pavilhões de Ice Hockey, Florball, saunas e muito muito mais. Ah, outro pormenor giro que se verifica na Universidade Nova (em Aveiro não) é que a universidade está sempre aberta e, um pormenor importante a tudo isto é que aqui não há propinas :)

Depois temos os cursos e as aulas. Plano curricular? Isso aqui não existe. Aqui existe orientação temática. Por exemplo para o meu curso aqui exigem que se tenha 100 ECTS da área especifica, 40 ECTS de áreas não especificas, 20 ECTS de área opcional e 20 ECTS de áreas comuns. Conclusão: dos quase 200 ECTS da minha área escolho os que pretendo, assim como de todos os outros. Se quero mais engenharia posso escolher, se quiser mais gestão é só escolher, se achar que ter uma cadeira de risco ambiental é bom para mim é só escolher. Se achar que análise matemática não interessa posso escolher lógica, ou álgebra em outra coisa qualquer e nem ter isso. Uma consequência do sistema é que dificilmente arranjas dois engenheiros exactamente iguais e aquando de procurar trabalho as cadeiras que tens contam mais que o nome do curso. Brilhante, não?
Na minha situação, porque o sistema é muito diferente começando pelo ano dividido em 5 períodos, estou a propor-me a fazer 17 cadeiras, umas porque sou obrigado pela Universidade de Aveiro e o resto porque quero ter isso no meu currículo e eles aqui exigem muito, aulas e trabalhos em Inglês ( para aumentar a dificuldade e a motivação) o que quer dizer que vou ter de trabalhar muito, até porque tenho exames todas as semanas e em algumas delas tenho mais de um exame; ainda a juntar a isto tudo temos a concorrência. Os Finlandeses ( principalmente as Finlandesas) dominam bastante tudo o que lhes aparece à frente e depois os Indianos, Chineses, Paquistaneses e Japoneses (estes 4 países) que tiveram de se matar a estudar para apanhar uma vaga no estrangeiro chegam cá e "partem a loiça toda". Parece que comem a informação e nunca ficam cheios.
Outra coisa curiosa são as associações de estudantes. Tal como em Aveiro, existe uma associação de estudantes para cada curso, mas duas coisas aqui me chamaram muito à atenção: O facto de eles serem muito activos, com muitas actividades e oportunidades para os estudantes e os patrocinadores. Por exemplo os principais patrocinadores IEM (Industrial Engineering and Management) são a Nokia, a Accenture, a IBM e a Nokia-Siemens Corporation... Impressiona!
Mais uma vez sinto que por mais imagens e palavras que aqui coloque não consigo passar a sensação que se tem ao viver isto, a envolvência das coisas. Se juntarmos a isto tudo aquilo que se sente transmitido pelo pais e pelo sistema, por tudo estar em harmonia... é brutal!

Ainda bem que vim para cá, estou a adorar, pena tenho que não possam todos passar por cá. Ver, ouvir, sentir isto... certamente não ficariam indiferentes, certamente não conseguiriam ser os mesmos e olhar para o mundo da mesma maneira.

Por do sol da minha janela do quarto às 22:30h

Abraço!

domingo, 24 de agosto de 2008

Relato


Como ja devem saber, fui visitar o meu amigo Fred à Finlândia, e ele pediu-me para eu escrever qualquer coisa sobre o país, e a impressão que tive do mesmo.
Essa pode ser uma tarefa complicada, pois existe apenas uma abordagem possível:
- falar (bem) da Finlândia
que rapidamente pode degenerar em:
- falar (mal) de Portugal
Tentarei evitá-lo.

De qualquer das formas, a sensação com que fiquei foi a de que em Portugal vivemos num jardim zoológico, cheio de animais moderadamente simpáticos, enquanto que os senhores do norte vivem num país a sério. (por vezes é inevitável)

Fui até à Finlândia com expectativas talvez demasiado altas, e estava realmente recesoso de que ficasse decepcionado por essa razão. No entanto, assim que cheguei (devido a umas atribulações durante a viagem) fiquei a achar "ena isto ainda é mais organizado do que aquilo que eu estava a espera!". Saí do aeroporto com esta ideia e fui de taxi até Tampere. Pelo caminho tive uma conversa interessante com o taxista, onde descobri que eles não têm portagem porque ja pagam impostos.... como faz sentido que seja, e este foi um pensamento que fui tendo diversas vezes "isto é assim, pq faz sentido que seja", e normalmente a acompanhá-lo tinha o pensamento "gostava de ver se fosse em Portugal". E ria-me.

Para além da organização, civismo e respeito que senti durante a curta semana (onde fui mal atendido por 1 pessoa, o motorista do último autocarro que apanhei, e onde apenas ouvi apitar uma vez), foi impossível não reparar na enorme quantidade de espaços verdes, bem tratados, e inseridos na cidade de forma a que as pessoas possam de facto desfrutar dos mesmos.

É complicado explicar. Talvez o meu texto seja vago por isso mesmo. Não houve uma só coisa que me tenha surpreendido. Não houve um parque que fosse especialmente bonito. Não houve uma pessoa extraordinariamente simpática.

Da minha primeira visita a um país nórdico, ficou principalmente uma enorme vontade de voltar e conhecer mais. Aconselho a todos quanto possam, uma visita. Vale a pena. Mesmo.


Seco

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Primeira visita...

Uma semaninha, depois de uma viagem atribulada até Tampere, foi o tempo que tive a companhia aqui do grande mano Seco. Verdade seja dita que ele ficou maravilhado com isto tudo. Expectativas superadas e é o primeiro a perceber verdadeiramente o que digo e o que sinto. Espero ter por cá este mano novamente em breve.

Aquele abraço Sequinho!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

- Life?
- Straight forward!


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Primeira semana...




Faz hoje uma semana que aqui estou e por vezes ainda tenho de pensar onde estou para me lembrar que não estou a sonhar, especialmente de manhã quando acordo com o sol a entrar pelo quarto às 5 da manhã.
Há muita coisa que já posso dizer sobre a Finlândia. Acho que devo começar pela cidade. Como dá para ver na foto a cidade é muito verde, tudo é relva e arvores quando não há casas ou ruas, tudo muito bem arranjado, cuidado e limpo! O ar é puro, a água é limpa... Não há lixo em Tampere, nem se vê caixotes do lixo na rua, estão agrupados em casa de madeira espalhadas por todo o lado mas muito bem dissimuladas. Tive no outro dia numa feira, mais ou menos como as nossas, só que não havia gritos nem lixo! Uma feira sem lixo?!?!? A única coisa que se encontra por aqui são algumas beatas que no outro dia desapareceram. Falava com um português amigo meu que cá está à dois anos (o Pepe) e ele disse-me que esta cidade era a mais suja, menos "Finlandesa" e mais europeia do país. Bem, se isto é o pior que eles têm... nem vou comentar. Por cá usa-se muito aqui o tijolo vermelho e vêm-se poucas casas pintadas. A Finlândia é muito granítica e eles aproveitam isso para construir casas, passeios e até no composto do alcatrão conseguimos ver o granito. Nas ruas encontramos sempre ciclovias e vias pedestres, devidamente dividias e sinalizadas. Quando por vezes deixamos de ver essas vias junto às estradas, podemos normalmente reparar que elas seguíram outro trajecto e tem sempre ligação e inúmeras placas de sinalização com distancias (em quilómetros), muito melhor que as nossas placas informativas rodoviárias. A arquitectura da cidade é muito recta, muito simples, muito quadrada mas de uma organização notável. Quando andamos pelas ruas de Tampere (lê-se Tâmpéré) à coisas que saltam à vista rapidamente. Uma é a relativamente pouca quantidade de carros que se vão deslocando devagar, sem pressas nem acelerações e a grande quantidade de bicicletas onde novos, velhos, homens, mulheres, loiros e morenos andam sempre civilizadamente pelas pistas criadas para o efeito, tocando as suas campainhas ferozmente quando alguém (como os Tugas) vão a pé no sitio das bikes. Realmente esta mentalidade do uso das bikes é muito bom. Ainda na segunda-feira vi uma coisa impensável em Portugal: 3 raparigas, tipicamente Finlandesas (já falarei das pessoas mais à frente), todas giras, louras, altas, muito bem feitas, todas produzidas; típicas "gajas (muito) boas" a estacionar as suas bicicletas. Fiquei a olhar espantado para a situação e lembrei-me logo do Raxas (Patriarca) :D .
Outra coisa que se nota pelas ruas é o civismo. Qual o meu espanto quando percebi, que a se uma travessa ou uma avenida não tem nenhum carro a passar e está sinal vermelho ninguém passa. fica-se ali parado à espera do sinal verde. Depois do civismo, penso que o que se começa a olhar para as pessoas. Eu pessoalmente ganhei respeito pelos cabeleireiros em Portugal. Estão a ver aqueles cabelos louros pintados, tipos oxigenados que vemos em Portugal que toda a gente diz "Aquele cabelo é mesmo falso..." pois é, a verdade é que é um trabalho muito bem feito. A esmagadora maioria das pessoas aqui são louras e há tanta loira natural que parece oxigenada! Incrível! Apesar da mulher e homem tradicional da Finlândia serem pessoas grandes e de bom porte para aguentar o rigoroso inverno, a evolução do tempo trouxe mudanças até cá. O cenário que encontrei é maioritariamente aquele que todos os homens fazem dos países nórdicos: altas, magras, loiras, olhos azuis, giras e bem feitas... à que ser realista. Os homens seguem a mesma linha mas de maneira não tão generalizada. Outra coisa impressionante é o sistema, aqui a ajuda do Miguel (um Tuga que por cá conheci) e do Pepe foi fundamental para me aperceber de alguns pormenores e darem-me a conhecer este lado da Finlândia. Primeiro ponto a reter: na Finlândia não há pobres. E toda a gente me pergunta "Não há pobres? como assim?". Simplesmente não há. Os pobres são os estudantes. Passo a explicar: quando um aluno acaba o 12º ano vai para a universidade estudar, onde não há propinas e onde o estado paga para eles tirarem um curso, alem de terem inúmeros benefícios e descontos. No fim, se quiseres ser medico é na boa, se gostares de fazer hamburguer's vais, mas tens sempre o teu curso! Uma consequência disto é o elevado grau literário da população e como as aulas cá são dadas em Inglês, toda a gente fala Inglês e é comum encontrar num grupo de grandes amigos por exemplo médicos, mecânicos, arquitectos e malta dos hamburger's porque estudaram todos juntos. E sejamos realistas, isso não acontece em muito países e certamente não em Portugal. E vocês agora pensam: "então e os emigrantes?" Realmente é mais um daqueles pontos onde existe toda a diferença. Quando chegam à Finlândia vão ter aulas de finlandês e o estado paga para eles terem aulas. No fim, depois de saber falar a língua vão para o mercado de trabalho onde ganham bom dinheiro e a sociedade está tão entranhada neste sistema civilizado que abafa qualquer ideia de ser rebelde e delinquente. E muito por consequência desta parte
do sistema não há pessoas na rua, não há mendigos, não à insegurança que é algo estanho. Os Finlandeses nem sabem o que é insegurança e isso para nós é algo que estranhamos mas que rapidamente nos habituamos. Esta estranha sensação de segurança plena é muito boa. Pode-se andar na rua por onde se quiser, às horas que se quiser e não há problema... isso para mim passou a ter muito valor. Temos de dizer que tudo isto tem um preço. A Finlândia tem os impostos mais altos do mundo, mas consequentemente às elevadas qualificações literárias das pessoas o trabalho realizado cá é de grande valor acrescentado pago com elevados salários, logo podem pagar também elevados salários a actividades de menos valor. Um trabalhador sénior (com 3 a 4 anos de experiência parece que pode ganhar com facilidade 10.000€ mês e eles trabalham 6 a 7 horas por dia! E porquê que eles não reclamam dos impostos? Porque sentem que estes são bem usados, não há propinas, ninguém paga saúde neste pais, têm segurança, tudo funciona na perfeição, tem tempo de relaxar e descansar, a segurança que o sistema trás é absoluta, estão perante o pais menos corrupto do mundo!... Assim vale a pena!
Outra curiosidade é a maneira de eles cuidarem da natureza. Não fazer reciclagem na Finlândia é um atentado aos olhos dos locais. As casas não tem fogões a gás, tudo eléctrico (melhor no inverno e menos poluente), eles não abatem uma arvore se não for algo verdadeiramente incontornável. Sacos de plástico no supermercado? Muito poucos. As pessoas andam com a sua mochila ou o seu saco de pano que utilizam vezes sem conta, tudo se reutiliza, por exemplo: numa daquelas casas de caixotes de lixo à um só para papel e outro só para cartão! Compram uma lata de sumo, pagam 1.5€, se forem devolver a lata ao sitio apropriado, recebemos 0.5€ pela lata. Ou seja, pagamos o que consumimos e ainda ficam com a lata para reciclar exclusivamente para a mesma função. Isto é brutal! E o mesmo se passa para mais objectos como as garrafas de vidro (que valem mais dinheiro).
Acho que dos pontos principais em que já começo a ter uma opinião formada, falta falar de como as pessoas são por cá. Por cá as pessoas são como o tempo que por cá faz. Frias e rigorosas. Embora tenha conhecido até agora poucas pessoas Finlandesas, estas são distantes, são mais individualistas, no sentido verdadeiro em que vivem as coisas para elas mesmas, de poucos amigos mas quando os tem parece que são leais, verdadeiros e para a vida toda. Aqui vive-se a verdadeira igualdade de direitos: elas tem os mesmo direitos que eles, ganham o mesmo que eles e com isso perde-se o lado bom, na minha opinião, das diferenças entre as mulheres e os homens. "Elas entrarem primeiro que os homens na porta? oferecer presentes?
dizer coisas bonitas? serem românticos? para quê? elas tem os mesmo direitos que eles, ganham o mesmo que eles... todos são iguais. Eles nunca dizem "És bonita" por exemplo, parece haver praticamente nenhum mimo, pouco carinho... o que na minha opinião é mau. O rigor nas pessoas de cá é impressionante. Eles quando se metem numa coisa é para levar até ao fim, a todo o custo e sair perfeito. Tem de ser os melhores médicos, mas se forem fazer hamburguer's querem ser os melhores a fazê-los. No fim de semana encontrei uma malta a passar reagge e fiquei espantado com a qualidade do reagge deles. Questionei o Pepe e ele deu-me a explicação: O Finlandês quando vai fazer qualquer coisa mete-se de cabeça e não se contenta sem ser com o melhor. Assim, vão 1 ou 2 anos para a Jamaica aprender com quem sabe verdadeiramente, volta, compra uns Mac's mais uma electrónica que precisa e faz o melhor reagge! o mesmo se passa com as vertentes da musica, electrónica, dança, qualquer coisa! e podem porque existe dinheiro para isso. Acho que posso definir os Finlandeses como pessoas fechadas com horizontes muito abertos.

No fim agora podem pensar: "Então a Finlândia é melhor que Portugal? Será o melhor pais do mundo? Será que estás no paraíso?" Trata-se de um pais diferente, tem coisas boas, tem coisas más e ainda nem falei do tempo que aqui faz, que para já até estou a gostar, principalmente do céu que me fascina por completo, mas no inverno o frio é imperador aqui. Acho que Portugal tem muita coisa boa mesmo, tem muita coisa má, mas a cima de tudo é a minha terra, foi onde nasci, foi onde cresci e me encontrei como pessoa, tenho lá amigos família e nunca deixará de ser para mim Portugal! Acho que isto pode ser fantástico para umas pessoas e horrível para outras, trata-se de uma questão de prioridades. Eu pessoalmente gosto bastante e acho que todos deveriam ter ou criar a oportunidade de vir ver com os próprios olhos tudo isto e todos outros países que possam. Todos os países têm coisas boas que poderemos apreciar e aproveitar. Eu pessoalmente estou apaixonado por este.

Abraço e beijos para vocês,
Até um dia destes

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Finland

E por fim cheguei à Finlandia. Isto é outro mundo e estou fascinado com ele. Estou a amar a cidade, a civilização, as condições o tempo e estou completamente incrédulo com o céu. Esta foto foi tirada às 2 da manhã!
Posso-vos dizer que a natureza aqui é quem manda. Tudo é verde, tudo é calmo, o ar é muito puro dentro da cidade, nesta cidade as bicicletas imperam, bem como as loiras!
Já conheci dois Portugueses, já ouvi bom "Finnish reagge music" tocada ao vivo, já tenho uma festa de Tecno minimal no meio de uma floresta marcada para o próximo fim de semana, tenho tido a fantástica companhia da Catarina e temos visto, conhecido e vivido muitas coisas únicas, como ter estes primeiros contactos com esta nova realidade. Estou completamente envolvido por este país....

Abraços e beijos para todos vocês!