
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
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One step forward...
Mais um pequeno passo foi dado. Formalizei a minha candidatura ao programa ERASMUS. Desde que para Aveiro vim, parece que o mundo se virou e fiquei a olhar para ele de maneira diferente. Se deixar Lisboa custou bastante, também é certo que esta mudança foi uma verdadeira mudança na minha vida! Agora quero mais e melhor, quero o mundo e o Universo inteiro, quero juntar o melhor não de dois, mas de todos os mundos. Quero ir mais alem!Espero que consiga ir estudar o próximo ano a um pais Europeu, é algo muito importante para mim, que penso que me irá abrir novamente os olhos para um mundo que ainda não conheço. Para já só me resta esperar, que é a pior parte.
Um bem haja a todos.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Sunshine
Sunshine when you’re with me I can fly
Sunshine when you’re with me I can fly
Every day I wonder why
Peace on earth’s so hard to find
Real peace begins inside
In our hearts and in our minds
Hearts and minds begin to see
That one and all means you and me
And what we know can set us free
Rearrange reality
Reality is what we know
We can change a river’s flow
Plant a seed, watch it grow
Build a shelter, build a home
Home is where my heart will stay
Even when I’m far away
Makes no difference what they say
As long as you will be my sunshine
Sunshine when you’re with me I can fly
Sunshine when you’re with me I can fly
When I’m feeling sad and low
And I’m not sure where to go
And all the good times that I’ve known
Have gone and left me all alone
All alone I’ll never be
Long as you are here with me
You’re in everything I see
And everything I’m doing
All I do I do for you
You’re my sun, you’re my moon
Every lazy afternoon
You’re my inspiration
Inspiration lights the way
Brings a sparkle to each day
Makes the dark clouds go away
Let us let the children play
Sunshine when you’re with me I can fly
Sunshine when you’re with me I can fly
Music is the reason why
People laugh people cry
Sing and dance and clap their hands
It’s how the whole world understands
Understands that we are one
Makes no difference what you’ve done
Or where you live under the sun
We are only human
Only human yes it’s true
Still the mystery is you
And the sky so clear and blue
Makes every day feel so brand new
Brand new day throughout the world
For all the little boys and girls
If everybody lends a hand
We can live together!
Sunshine when you’re with me I can fly
Sunshine when you’re with me I can fly
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
A Doença
“O próximo slide, por favor… Ah! Este é um caso interessantíssimo. O comportamento deste grupo de indivíduos prima pela expensão de vastas quantidades de energia na circulação em caminhos montanhosos e irregulares, com total desrespeito pelas mais adversas condições climatéricas. Para tal efeito são utilizados primitivos veículos de duas rodas inerentemente instáveis, movidos pelo esforço físico do operador. Não fosse tal facto constituinte só por si de prova conclusiva de afectação psiquiátrica, notem ainda que os sujeitos em estudo nutrem uma profunda fixação por um tipo singular de actividade anómala que denominam de ma-ra-to-na.
Este é certamente o ponto mais interessante de toda esta patologia desviante: nas suas montadas mecânicas os sujeitos cobrem uma distância perturbadoramente grande – uma centena de quilómetros parece ser a norma – juntamente com inúmeros outros indivíduos, numa cerimónia extremamente elaborada. Estas actividades extenuantes ocorrem com alarmante regularidade ao longo do ano, e os participantes chegam a realizar verdadeiros actos de malabarismo aos níveis profissional e familiar para se poderem deslocar às ditas actividades. O campismo e a alimentação rudimentares de que se socorrem encontram-se, em muitos casos, bem abaixo dos níveis mínimos de conforto exigidos por qualquer indivíduo são.
As assim-chamadas maratonas possuem uma marcada faceta competitiva, sendo aparentemente importantes para estabelecer uma hierarquia dentro do grupo. Um estudo mais atento revelará, no entanto, que o comportamento competitivo e agressivo demonstrado é meramente simbólico, chegando a roçar o festivo. A razão que leva grandes números de participantes a exercerem tão prolongado e doloroso esforço físico numa competição que a generalidade reconhece à partida não ter a mínima hipótese de ganhar, continua a iludir-me. É um mistério insondável, meus senhores. Sintomas visíveis da enfermidade em causa incluem treinos físicos prolongados e frequentes, preocupação obsessiva com o peso do velocípede e membros inferiores desprovidos de pelagem, todos pontos essenciais na adoração deste fetiche aeróbio.
Mais notável ainda é o aspecto comunitário desta condição anómala. Os sujeitos em questão encontram-se profundamente enraizados numa comunidade, numa rede de milhares de indivíduos por idêntica demência que interagem entre si a longas distancias dando azo a uma alimentação deste desvio mental colectivo: é criado um efeito de incentivo mutuo entre membros da comunidade que os leva a treinar mais e a participar mais. Em suma, o monstro alimenta-se a si próprio.
De momento não se conhece cura ou tratamento para esta desordem psiquiátrica. Os pacientes sofrerão da condição descrita para o resto das suas vidas, temo bem. Completamente incuráveis. Próximo slide, por favor.”

